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quarta-feira, 15/03/2017   Por Assessoria de Comunicação

Unicamp contesta números de reportagem sobre ProFIS

Equipe formada por pesquisadores do NEPP, responsável pela avaliação continuada do Programa, contestou os percentuais publicados pelo jornal Metro
Os números apresentados pelo jornal Metro, na edição nº 1.691 de 14 de março de 2017,sobre o Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), são incorretos e a análise feita sobre a evasão no programa está equivocada.

De acordo com o jornal, a evasão anual apresentaria uma variação entre 62% e 76%. As estatísticas registradas pela Unicamp desde 2011, porém, revelam que o percentual calculado pela reportagem está incorreto e apresenta uma imagem distorcida da realidade. A coordenadora do ProFIS, Cassiana Maria Reganhan Coneglian, citada na matéria, contestou os percentuais publicados pelo jornal.

Segundo a equipe responsável pela avaliação continuada do Programa, formada por pesquisadores do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), o erro começa pelo total de 1.169 alunos que, segundo a matéria, teriam ingressado no ProFIS no período considerado (2011 a 2015). Uma vez que a cada ano ingressam 120 alunos, até 2015 600 alunos haviam ingressado. Considerando as outras duas turmas (2016 e 2017), o máximo de ingressantes foi de 839 alunos.

O segundo erro da matéria está na forma de cálculo da evasão, que foi efetuado de maneira suplementar, ou seja, considerou-se a evasão como sendo a diferença entre o total de matriculados menos o total de formados. Assim, a matéria erra ao deixar de considerar aqueles que ainda estão cursando e não evadiram, uma vez que o curso tem duração mínima de dois anos e máxima de três anos.

A forma de cálculo de evasão mais aceita internacionalmente leva em conta a turma de ingresso e considera o mesmo aluno ao longo do tempo, desde seu ingresso até a saída do programa.

Tomando esta metodologia como base, como apresentado na tabela 1 e gráfico 1, as taxas de evasão do ProFIS foram 49%, 38%, 38% e 23% respectivamente às turmas de 2011, 2012, 2013 e 2014. Após este período é prematuro analisar a evasão, pois a maior parte dos alunos ainda encontra-se matriculado no programa. Essa taxa vem caindo sistematicamente a cada nova turma.

Segundo a metodologia de avaliação, que está sendo realizada desde 2011, a equipe do NEPP também considera o impacto do ProFIS na permanência no ensino superior. Considerando-se apenas o ambiente da Unicamp, é possível calcular a taxa de evasão da Unicamp, descontando-se os alunos que não concluíram o ProFIS, mas retornaram pelo vestibular para os cursos de graduação. Desta forma, a taxa de evasão da Unicamp da primeira turma seria ainda menor (34%). Além disso, dos 264 alunos que entraram na graduação após a conclusão do ProFIS, apenas 3,4% evadiram.

A Unicamp lamenta a análise feita de maneira incorreta, que ignora o esforço da instituição para ampliar a inclusão social em seus cursos de graduação.



Assessoria de Comunicação
Campinas, 15 de março de 2017

Fonte: Portal da Unicamp



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