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quinta-feira, 17/05/2018   Por Ticiana de Toledo Fernandes

Terceira edição do Café Cocen debate patrimônio e bioinformática

A Cocen realizou nesta terça-feira (15) a terceira edição do Café Cocen, palco de interações e debates entre os diferentes representantes dos Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa da Unicamp. Nesta edição, os palestrantes convidados foram Aline de Carvalho, do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM) e Marcelo Brandão, do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG).

O evento, que aconteceu na auditório da própria coordenadoria, reuniu cerca de 20 convidados e foi mediado pela coordenadora da Cocen, Ana Carolina de Moura Delfim Maciel.

Aline ficou responsável por trazer ao bate-papo questões sobre patrimônio e memória, área em que realiza suas investigações. Segundo ela, “o patrimônio não é natural, ele é o resultado de uma longa negociação que marca uma baliza moral do que nós não queremos esquecer”, afirmou. Aline acredita que falta afetividade entre as comunidades e seus patrimônios e, portanto, existe uma necessidade de criar novos diálogos entre os grupos aos quais os patrimônios pertencem e as instituições que criam as políticas públicas de preservação, para que o sentimento de identificação das pessoas seja amplificado.

Já Marcelo Brandão, que é também Coordenador do Labis (Laboratório de Biologia Integrativa e Sistêmica), tratou da questão da integração de dados no entendimento do funcionamento de sistemas biológicos. Brandão usou como exemplo o agronegócio brasileiro, que perde entre 22% e 28% de seu lucro bruto por conta de quatro tipos de pragas presentes em nosso território. Segundo ele, é possível identificar, através da bioinformática e do uso de algoritmos e big data, os grupos de genes mais suscetíveis e buscar soluções biológicas para o problema.


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