Quarta-feira, 15 de junho de 2016 - Por Luiz Sugimoto
Arte, Ciência e Cultura em Perspectivas Unicamp 50 Anos
O entrelaçamento entre “Arte, Ciência e Cultura” foi o tema de mais uma edição da série Perspectivas Unicamp 50 Anos
Arte, Ciência e Cultura em Perspectivas Unicamp 50 Anos
Arte, Ciência e Cultura em Perspectivas Unicamp 50 Anos. 15 de junho de 2016, Unicamp. Foto: Marcos Rogério Pereira
O entrelaçamento entre “Arte, Ciência e Cultura” foi o tema de mais uma edição da série Perspectivas Unicamp 50 Anos, com duas mesas-redondas: “Virtualidade e ubiquidade na construção da memória cultural” e “Criatividade em arte e ciência: desafios do século XXI”. O evento realizado nesta quarta-feira, no Centro de Convenções, teve como convidados internacionais o historiador francês Roger Chartier, professor e pesquisador da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais e professor do Collège de France, e o norte-americano Michael Arbib, professor da Universidade do Sul da Califórnia e um dos precursores do conceito de inteligência artificial. Entre outras questões, a mesa da manhã discutiu como a criação de novas tecnologias para distribuição massiva e compartilhada de informação muda o modo como construímos a nossa memória; e se os cerca de 50 bilhões de dispositivos móveis, conectados à Internet na próxima década, modificarão a nossa visão de mundo. Da discussão participaram os professores Roger Chartier, Lúcia Santaella (PUC de São Paulo), Mariana Claudia Broens (Unesp/Marília) e Ricardo Ribeiro Gudwin (Unicamp/FEEC). Esta primeira mesa foi coordenada por Ataliba Teixeira de Castilho, professor do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, que atentou para ubiquidade (onipresença) da tecnologia moderna em todas as partes do mundo. “Hoje, podemos dispor de qualquer informação de qualquer lugar, nossa memória não está mais localizada em uma grande biblioteca ou em um grande arquivo. Esse material todo vem sendo digitalizado, mesmo aqui no Brasil, de modo que as pessoas tenham acesso a tudo. Com isso, temos uma memória de certa forma virtual, na nuvem. É isto o que vamos discutir.” Diante da questão da memória cultural, Roger Chartier adiantou que, como historiador, falaria da relação entre história e memória. “Esta relação pode ser de concorrência ou de cooperação, relações que têm características diferentes, mais ainda assim têm em comum a ideia de fazer presente o passado. Meu segundo tema é um pouco mais paradoxo: a ideia de que o esquecimento pode ser considerado como uma condição da memória, e que o apagamento pode ser considerado como uma condição do arquivo, neste mundo digital.” O professor Jônatas Manzolli, coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (Nics) da Unicamp, conduziu a mesa da tarde, que tratou dos desafios, diálogos e perspectivas possíveis que se descortinam na pesquisa atual sobre a criatividade em arte e ciência. “Vamos discutir como os processos criativos, tanto na música e artes em geral, como na ciência, se entrelaçam e podem intervir para entendermos a realidade que nos cerca. De minha parte, vou apresentar o trabalho do Nics, a interação que temos em comunicação sonora, usando música, arte e inclusive modelos matemáticos para produzir arte e ciência.” Manzolli destacou a presença na mesa de Michael Arbib, que vem pela primeira vez ao Brasil e é considerado um dos mais importantes neurocientistas dos Estados Unidos, tendo estudado com Marvin Minsky, um dos idealizadores do conceito de inteligência artificial. “Nos últimos anos, o professor Arbib vem trabalhando na interação com as artes e, desde um encontro em Frankfurt, temos abordado juntos a interação entre música, linguagens e cérebro.” Da mesma mesa da tarde participou o professor Paul Verschure, do Catalan Institute of Advanced Studies (Espanha), falando sobre a utilização de métodos de imersão e a interação com objetos virtuais para o entendimento do cérebro e reabilitação de lesões cerebrais, bem como da interação desses métodos com a música. E ainda a professora Diana Domingues, da UnB, que é uma das pioneiras na área de interação entre arte e tecnologia no Brasil, abordando seu trabalho e a proposta dos “Novos Leonardos” – projeto visando a junção de ideias entre arte, ciência e tecnologia para a construção de um novo ideário de desenvolvimento do conhecimento.

Fonte: Unicamp Ano 50

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