Quinta-feira, 20 de abril de 2017 - Por Divulgação OSU
Quinteto de madeiras da Sinfônica da Unicamp apresenta-se na Casa de Saúde e na Adunicamp
A apresentação na Casa de Saúde integra o projeto Identidade, Música e Arquitetura
Quinteto de madeiras da Sinfônica da Unicamp apresenta-se na Casa de Saúde e na Adunicamp
Quinteto de madeiras da Sinfônica da Unicamp. Foto: Marília Vasconcellos
No tempero da música, o que pode resultar da mistura dos instrumentos flauta, clarinete, oboé, trompa e fagote? Na interpretação de um repertório que passeia por clássicos e populares, o quinteto de madeiras da Orquestra Sinfônica da Unicamp apresenta ao público, nos dias 26 e 27 de abril, a diversidade sonora em peças de Júlio Medaglia, Franz Joseph Haydn, Ferenc Farkas e Radamés Gnattali. O quinteto, formado por João B. de Lira (flauta), Eduardo Freitas (clarinete), João Carlos Goehring (oboé), Bruno Demarchi (trompa) e Francisco Amstalden (fagote), faz dois concertos: o primeiro no dia 26 de abril, às 19h, na Capela da Casa de Saúde de Campinas e o segundo, no dia 27, às 20h, na Adunicamp (Unicamp). A apresentação na Capela da Casa de Saúde integra o projeto Identidade, Música e Arquitetura, desenvolvido pela regente titular da Sinfônica da Unicamp, Cinthia Alireti, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), que propõe ocupar alguns dos mais importantes patrimônios com um passeio musical pelos mais diversos gêneros e formações. “Sabe-se que tanto uma cidade quanto uma obra de arte carecem de olhares - breves ou longos, porém atentos - para que possa se perpetuar. Nossos patrimônios arquitetônicos, carregados de história e detalhes desconhecidos pela maioria do povo campineiro, estão há anos estacionados no mesmo local como verdadeiros personagens urbanos. No entanto, assim como acontece com a música de concerto, poucos de seus descendentes se lembram de dedicar um momento para visitá-los e apreciá-los com o devido tempo”, afirma Cinthia Alireti. A proposta, segundo o conselheiro da regional Campinas do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Alan Cury, é direcionar a atenção da população de Campinas a estes espaços tão importantes para a história da cidade. “Nossa intenção com este projeto é dar destaque à história de Campinas e alimentar o senso de pertencimento do cidadão campineiro. O IAB acredita que uma sociedade que valoriza seu passado irá cuidar melhor de seu patrimônio e aumentar a qualidade de vida da população”, avalia. “Em 2016, o projeto foi um enorme sucesso, superando todas as nossas expectativas. Para 2017, estamos fortalecendo a parceria entre o IAB e a OSU e planejando eventos ainda mais instigantes. A programação está maior e mais abrangente”, explica Alan Cury. No site do projeto, os interessados têm acesso gratuito a informações relevantes de cada edifício dos patrimônios arquitetônicos de Campinas e de sua respectiva história. O objetivo é ampliar o reconhecimento do patrimônio arquitetônico como bem cultural da sociedade, permitindo à população entender as influencias geradas e recebidas pela arquitetura na evolução e crescimento da cidade. “A ferramenta, que é interativa e colaborativa, poderá ser enriquecida com contribuições e inclusões de novos bens”, finalize o conselheiro do IAB Campinas. História da Casa de Saúde de Campinas O antigo Circolo Italiani Uniti, inaugurado em 1886 com projeto de Samuele Malfatti e Ramos de Azevedo, nasceu para dar assistência, educação e lazer à colônia italiana em Campinas, contando com recursos provenientes de campanhas de arrecadação de fundos e de contribuições particulares. A iniciativa tinha como propósito “manter vivo, entre italianos, o amor pela Pátria e oferecer conforto moral e material aos patrícios radicados no Brasil”. O projeto constituiu no centro da cidade um centro recreativo, cultural e beneficente, dotado de uma escola e de uma casa de caridade para as famílias italianas. Após dois grandes surtos de epidemia de febre amarela, em 1896, e de gripe espanhola, em 1918, a direção do Circolo deslocou todas as atividades pedagógicas para um prédio alugado e ampliou as ações médicas no interior da instituição, passando ao engenheiro Enrico Fortini, a incumbência de construir novas dependências hospitalares. O hospital passou a funcionar (ainda a titulo precário) em 1919 e, em 1924, recebeu duas alas superiores, serviços de radiografia, RX e tratamentos especializados de radioterapia. Em 1938, durante a Segunda Guerra Mundial, o Circolo incorpora sócios brasileiros em sua direção e altera seu nome. O hospital transforma-se, então, em 1942, na Casa de Saúde Campinas. A Capela, localizada no saguão central do prédio, encanta pelo requinte e riqueza de detalhes.
Ficha técnica do prédio Circolo Italiani Uniti – Casa de Saúde Campinas Endereço: Praça Anita Garibaldi, 28, Centro, Campinas, SP, CEP 13015-180. Utiulização Original: Agremiação social, educativa e caritativa Tipologia: Estilo eclético com elementos neo-renascentistas Área Bruta: 4.970 m² Arquiteto Responsável: Francisco de Paula Ramos de Azevedo, Samuele Malfatti, Enrico Fortini, Julio E Latini, Angelo Filizetti (em várias fases) Programa do concerto Júlio Medaglia: Suíte “Belle Epoque in Sud-America” Franz Joseph Haydn: Divertimento No.1 ''Coral de St. Antonio '' em Sib maior Ferenc Farkas: Cinco Antigas Danças Húngaras Radamés Gnattali: Suíte para Quinteto de Sopros Serviço Quinteto de madeiras da OSU Quando: Quarta-feira, 26 de abril, 19 horas, Capela da Casa de Saúde de Campinas (Praça Dr. Toffoli, 28 - Centro, Campinas) Quinta-feira, 27 de abril, 20 horas, Adunicamp (Unicamp) Entrada gratuita

Fonte: Portal da Unicamp

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