Segunda-feira, 14 de agosto de 2017 - Por Marcos Rogério Pereira
Projeto SOS Chuva na pauta da visita de prefeito de Itatiba ao Cepagri
Projeto SOS Chuva na pauta da visita de prefeito de Itatiba ao Cepagri
Projeto SOS Chuva na pauta da visita de prefeito de Itatiba, Douglas Augusto Pinheiro Oliveira, ao Cepagri
Na manhã da última sexta-feira, 11 de agosto, o Cepagri recebeu a visita do prefeito de Itatiba, Douglas Augusto Pinheiro Oliveira. Douglas Augusto veio conhecer de perto o projeto SOS Chuva (Sistema de Observação e Previsão de Tempo Severo). Além do prefeito, a reunião teve a participação do diretor da Defesa Civil de Campinas e Coordenador Regional, Sidnei Furtado; da coordenadora da Defesa Civil de Itatiba, Leila Cavallaro; do diretor técnico da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp), Sérgio Gomide; do secretário de obras e serviços públicos de Itatiba, Herminio Geromel Júnior; do representante da Defesa Civil da Unicamp, Sergio Nejelschi; da diretora do Cepagri, Renata Ribeiro do Valle Gonçalves; e da diretora associada, Ana Maria Heuminski de Avila. Após exposição do SOS Chuva, pela pesquisadora Ana Avila, o prefeito e demais membros da comitiva aproveitaram a ocasião para visitar e conhecer a instalação do radar. O equipamento de três toneladas está instalado em uma base construída em frente ao Museu Exploratório de Ciências, região mais alta da Universidade, desde outubro de 2016. Aplicativo Pesquisadores da Unicamp, USP e Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) estão trabalhando para melhorar a comunicação de eventos meteorológicos extremos. Em parceria com a Defesa Civil, o trabalho resultou no desenvolvimento do aplicativo SOS Chuva, que permite acompanhar chuva em tempo real, previsão de chuva para os próximos 20 minutos, raios que aconteceram e imagens de satélites coletadas há meia hora. O aplicativo para Android e IOS, lançado oficialmente na Unicamp em outubro de 2016, tornou-se um aliado para a população na previsão em tempo real de eventos meteorológicos. De acordo com Ana Avila, o SOS Chuva tornou-se referência em previsão imediata de tempestades, vendavais, descargas elétricas e alagamentos. “Se já estivesse em operação na época, o SOS-CHUVA teria detectado as microexplosões que atingiram Campinas em junho do ano passado” (veja matéria aqui). O app, que pode ser baixado no site do projeto, já teve mais de 60 mil downloads. As informações podem ser consultadas também através do computador pelo site do projeto. Benefícios para a população Com a integração de três radares no estado de São Paulo – sendo um deles na Unicamp e um no sul do Rio de Janeiro, o sistema abrange importantes áreas agrícolas, industriais e, principalmente, regiões densamente povoadas como a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Criada em 2000, a RMC é integrada por 20 municípios: Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. É a segunda maior do Estado de São Paulo em população, com mais de 3,1 milhões de habitantes, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2016, e gera 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Desenvolvimento tecnológico e científico O projeto conta com um radar meteorológico de dupla polarização, disdrômetro, duas redes de pluviômetros, uma rede de detectores de descargas elétricas e de moinhos de campo elétrico, estações hidrológicas e sensor sônico de vento, dentro de uma área de cobertura de 60 km de raio, centrada da Unicamp. Além dos dados coletados, o projeto faz uso de dois modelos de previsão de tempo com resolução espacial de 1km, sendo um com assimilação de dados de radar. O radar ficará instalado na Unicamp até outubro de 2018, que é o período estipulado do projeto temático conhecido como CHUVA (Previsão Imediata de Tempestades Intensas e Entendimento dos Processos Físicos no Interior das Nuvens), da Fapesp, cujo aporte é de R$ 3,5 milhões. O projeto é coordenado pelo pesquisador do INPE, Luiz Augusto Machado, em parceria com o Cepagri, Faculdades e Institutos da Unicamp e Universidade de São Paulo. Para a pesquisadora Ana Avila, esse desenvolvimento tecnológico e científico "torna o projeto inovador no Brasil e no mundo em previsão imediata do tempo, com o máximo de aproveitamento pela sociedade”. Voltar
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