Sexta-feira, 27 de outubro de 2017 - Por Isabel Gardenal
Ciência e Tecnologia em pauta na Unicamp durante a Semana Nacional de C&T 2017
Ciência e Tecnologia em pauta na Unicamp durante a Semana Nacional de C&T 2017
Entrevistas em estúdio sobre matemática
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2017 (SNCT) – com o lema “A matemática está em tudo” – contou com atividades diárias do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) na Web Rádio, unidade da Secretaria de Comunicação (SEC) da Universidade; do Museu Exploratório de Ciências (MC), em sua sede; e da Unicamp, no campus da Faculdade de Tecnologia (FT) e no Colégio Técnico de Limeira (Cotil), entre outros. As programações vão até essa sexta-feira (27), e as comemorações da SNCT em todo Brasil vão até o dia 29 (domingo). Na última quinta-feira (26), Rafael Evangelista, professor do programa de mestrado em Divulgação Científica e Cultural do Labjor, foi entrevistado na Web Rádio da Universidade. Falou sobre algoritmos, ferramentas que permitem a realização de cálculos e a criação de modelos matemáticos que podem reproduzir virtualmente uma experiência com o uso da lógica. Ele contou que uma das suas áreas de pesquisa é a de vigilância. Explicou que uma grande quantidade de dados extraídos do cotidiano vai para os sistemas de informações, alimentando as bases de dados, os databases. Depois os algoritmos empregam esses dados para a tomada de decisões, que vão desde orientar a melhor rota de trânsito até saber a taxa de juros de uma empresa ao ofertar algum crédito. Os estudos de vigilância, conforme Evangelista, buscam entender os impactos da C&T para a sociedade, para o sistema político e as consequências que têm em relação à simetria de poder. “A grande massa de dados colhida sobre nós é controlada por alguns atores sociais. E hoje eles começam a conhecer muito mais sobre nós do que conhecemos sobre eles. Isso tem a ver com a simetria de poder.” A pesquisadora Simone Pallone contou que o Labjor, sua área de atuação, tem participado da Semana Nacional de C&T desde o ano passado, com entrevistas ao vivo no Museu Exploratório de Ciências (MC). Nesse ano, as entrevistas foram feitas em estúdio, em parceria com a Web Rádio. "Como temos o programa Oxigênio, de web rádio e podcast, resolvemos planejar atividades nessa linha. Convidamos dois entrevistados para abordar temas ligados à matemática em cada dia da semana. As entrevistas tiveram entre 1 e 1h30 de duração", relatou. Veja os assuntos abordados. Nesta sexta-feira (27), a última entrevista foi sobre o tema “De que matemática estamos falando”, com os professores Denise Vilela, da UFSCar, e Antonio Miguel, da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp. Eles debateram a possibilidade de pensar em “matemáticas” no plural. Esse projeto da SNCT na Unicamp é uma parceria do grupo PHALA (Pesquisa em Educação, Linguagem e Práticas Culturais) da FE e da Web Rádio Unicamp, tendo apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do MCTIC e do governo federal. Além das entrevistas, o Labjor preparou seis spots sobre ciência, entre eles a história da revolta do Quebra-Quilos, como foi criado o símbolo do igual (=) e a trajetória de Jacob Palis, matemático brasileiro homenageado da SNCT deste ano. Ouça. O Labjor tem pautado importantes questões nacionais envolvendo C&T por meio de cursos, pesquisas e divulgações que realiza nessa área, com ampla participação dos seus alunos. Tanto que o programa Oxigênio e “Matemática no ar” são feitos por alunos, coordenados por Simone Pallone. Ela ressaltou que essa semana abre espaço para novas parcerias e para dar maior visibilidade ao trabalho do Labjor em C&T. “Também estamos envolvidos numa campanha de valorização da ciência. Os conteúdos gerados ajudam a discutir experiências, inclusive durante as aulas.” Museu Exploratório Outras atividades também foram planejadas e executadas na Semana de C&T pelo Museu Exploratório de Ciências (MC) da Unicamp. No projeto “A matemática no tempo e espaço”, o MC ofereceu uma programação para o público em geral e em particular para o público escolar de Campinas e Limeira. As visitas no campus de Campinas abrangeram as exposições na Praça Tempo Espaço, o Pátio Clima Tempo e a exposição Cor da Luz, com visitas guiadas. Na última quarta-feira (25), houve uma noite de observatório de astros. No campus de Limeira, o caminhão de ciência móvel Oficina Desafio ficou estacionado na FT e no Cotil essa semana. Alunos da empresa júnior do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) promoveram um show de mágicas, no qual esclarecem o efeito que elas produzem. Gabriela Celani, diretora associada do MC, disse que nessa edição da SNCT já houve mais 1.000 visitantes no museu, número que deve chegar a 1.500 até esta sexta-feira. “A SNCT é muito importante porque já está sendo incorporada no calendário escolar de Campinas, o que tem estimulado muitas participações e gerado grande interesse. Hoje, as escolas também têm a oportunidade de visitar centros de pesquisa como o Centro de Tecnologia da Informação (CTI), o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e o Museu Dinâmico de Ciências de Campinas (MDCC)", lembrou. De acordo com o pró-reitor de pesquisa (PRP) Munir Salomão Skaf da Unicamp, a PRP auxiliou na articulação do programa da SNCT no âmbito da Unicamp e na divulgação do evento e sua programação por meio de website. Comentou que a sociedade lamentavelmente tem testemunhado os cortes orçamentários que a pasta de C&T tem sofrido no âmbito do governo federal e a crise financeira pela qual passa um conjunto significativo das universidades dos sistemas federal e estadual, pesquisa e inovação tecnológica. “Ao mesmo tempo, notamos que a sociedade brasileira como um todo aprecia a atividade científica e reconhece a sua importância para o desenvolvimento econômico e social do país. Assim, a SNCT desempenha um papel fundamental na integração da sociedade civil e o meio acadêmico científico, por isso é nosso dever apoiá-la.” A SNCT foi estabelecida em 2004 por meio da Coordenação-Geral de Popularização e Divulgação da Ciência (CGPC/SEPED). É realizada sempre no mês de outubro sob a coordenação do MCTIC e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

Fonte: Portal da Unicamp

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