Flauta Mágica extrapola expectativa de público em Paulínia

Ópera garante casa cheia em todas as apresentações


Divulgação CIDDIC
19/10/2017

A seriedade na produção reflete-se no resultado apresentado no palco. De forma brilhante, os músicos contemplam as expectativas de quem até então conhecia somente a ária da Rainha da Noite ou, por privilégio, teve a oportunidade de frequentar algum concerto ou uma leitura das partituras de A Flauta Mágica de Mozart. “A semana que vem tem mais?”, pergunta a trabalhadora iniciante como espectadora de ópera. Não, não teve mais. Uma das mais conhecidas óperas (singspiel) de Mozart aconteceu em três apresentações em outubro, no Teatro de Paulínia, mas quem sabe os sentimentos de “quero ver de novo” da trabalhadora e de outras pessoas que imploravam na porta do teatro estimulem nova iniciativa do Centro de Difusão Cultural da Unicamp.

“A semana que vem tem mais?”

Falar em casa cheia para as óperas levadas ao Teatro de Paulínia tornou-se redundante, mas é importante salientar como a pesquisa e a dedicação prática de alunos de graduação e pós do Ópera Studio, do professor Angelo Fernandes, da Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU), do Coral Zíper na Boca e do Coro Contemporâneo de Campinas tem sido responsável pela formação de público. A expectativa em saber o que poderia apreciar na bem divulgada ópera, os olhos curiosos pela próxima cena e os aplausos antecipados inevitáveis após algumas falas de Papagueto ou de uma irretocável performance mostrou o quanto vale a pena a Universidade investir na arte como interlocutora entre a academia e a sociedade.

Do ponto de vista da formação profissional, conforme alguns cantores declararam em outras óperas, é uma oportunidade rara de, já na graduação, vestir o figurino de um personagem que se encontrava até então no campo da admiração. As experiências com as óperas montadas pela Unicamp abrem portas para os alunos, que têm sido chamados para montagens ou concertos fora da Universidade, como o Teatro Municipal de São Paulo.

Do ponto de vista da formação profissional, conforme alguns cantores declararam em outras óperas, é uma oportunidade rara de, já na graduação, vestir o figurino de um personagem que se encontrava até então no campo da admiração. As experiências com as óperas montadas pela Unicamp abrem portas para os alunos, que têm sido chamados para montagens ou concertos fora da Universidade, como o Teatro Municipal de São Paulo.

De acordo com o coordenador do Ciddic e do Ópera Studio, Angelo Fernandes, A Flauta Mágica foi continuidade da parceria da Orquestra Sinfônica (OSU) com o Ópera Estúdio e contou com a participação dedicada do Coral Zíper na Boca e do Coro Contemporâneo de Campinas. A regência do espetáculo este nas mãos de Cíntia Aliretti.

Influenciada pelos ideais iluministas do século 18, Die Zauberflöte é um singspiel alemão, gênero musical típico da época, cuja maior característica é a alternância de trechos musicais com o diálogo falado, em vez do cantado, além da presença de personagens da cultura popular como Papagueno e Papaguena, segundo o professor Fernandes.

A quem perdeu, fica a indicação de atender aos novos chamados. E com antecedência, pois as óperas conquistam novos e cativos apreciadores.

A realização contou com apoio das prefeituras de Paulínia e Campinas.


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